Márcia Mendonça e as artes de pintar(-se): Corpografias de uma artista transexual católica entre o Brasil e a Europa
7 outubro 2020 | 13h30 | Iscte

 

 

Sala 1E08, Ed. Sedas Nunes, Iscte

 

Transmissão Zoom

Link: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/82255229983

Meeting ID: 822 5522 9983

 

Márcia Mendonça e as artes de pintar(-se)

Corpografias de uma artista transexual católica entre o Brasil e a Europa

 

José Wellington de Oliveira Machado

Investigador Visitante CIES-Iscte
Universidade Federal de Pernambuco, Brasil

 


 

"Existem várias maneiras de cartografar a vida de uma artista trans andarilha. Uma delas é através do espaço, mostrando os deslocamentos geográficos entre os Estados do Brasil (Ceará, Pernambuco, São Paulo, Maranhão, Tocantins, etc) e os países da Europa (Portugal, França, Alemanha e Suíça). A outra é por meio do corpo, apresentando a construção da masculinidade, muitas vezes desviante, e da feminilidade. Essas trajetórias podem ser contadas através da história da família, do parto, do batismo, da educação formal e informal, das viagens nacionais e internacionais, das experiências artísticas e religiosas. Mas, existe outra forma de fazer a cartografia de um corpo trans, através das memórias pré-morte e pós-morte. Os documentos textuais, imagéticos, sonoros e audiovisuais formam um “corpus” documental que também criam corporalidades. Todas essas corpografias, que podemos chamar de cisgrafias ou de transgrafias, nasceram a partir dos deslocamentos geográficos e existenciais do Márcio Mendonça (entre a década de 1950 e 1980) e da Márcia Mendonça (nas décadas de 1980 e 1990). Entretanto, quando falo de cartografia corporal de um corpo trans não estou pensando apenas na carne ou nas próteses que colocaram sobre ou dentro dela, me refiro a outros corpos, que surgiram através do ato de lembrar ou esquecer."

 

 

Sobre José Wellington de Oliveira Machado:

Doutorando em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com intercâmbio no CIES-Iscte. Fez mestrado em História Social pela Universidade Federal do Ceará e Graduação em História pela Universidade Estadual do Ceará. Desenvolveu estudos sobre identidades espaciais; história, memória e temporalidade. Atualmente pesquisa sobre arte, memória, corpo, gênero e sexualidades. No Brasil é orientado pelo Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior. Em Portugal é acompanhado pela professora Sandra Saleiro, investigadora do CIES-Iscte.

 

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